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Santa Clara do Sul inaugura Feira de Agricultores Agroecologistas

Objetivo é oferecer alimentos saudáveis, sem agrotóxicos e cultivados por produtores em transição para o modelo orgânico (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de oferecer alimentos saudáveis, sem agrotóxicos e cultivados por produtores em transição para o modelo orgânico, a Prefeitura de Santa Clara do Sul e a Emater/RS-Ascar inauguraram no último sábado (04), a Feira de Agricultores Agroecologistas. Parte das ações do programa Santa Clara Mais Saudável – lançado em junho de 2017 – a feira ocorrerá nos sábados, a partir das 9h, junto ao ginásio de esportes do município, sendo abastecida por 17 produtores dos 30 que integram a política pública.

No local são comercializadas frutas, verduras e legumes, além de pães, cucas, biscoitos, roscas, rapaduras, melado, flores e artesanato. “Mais do que um local de venda, a feira será um ponto de encontro e de conscientização, visando a construção de uma cultura de consumo e de produção de alimentos saudáveis no município”, destacou o prefeito de Santa Clara do Sul, Paulo Kohlrausch. “A intenção é a de promover a saúde e a qualidade de vida, de forma sustentável, com geração de renda e respeito ao meio ambiente”, salientou.

Para a agricultora Helena Lenhardt, de Picada Santa Clara, a feira representa não apenas uma alternativa a mais de renda, mas também uma forma de se aproximar da comunidade, por meio do fornecimento de alimentos saudáveis. “É algo que faz a gente se sentir bem”, analisa. Em sua banca estão dispostos produtos diversos, como, alface, rúcula, beterraba, rabanete, repolho, laranja e bergamota – todos cultivados de forma limpa, com a adoção de coberturas verdes e caldas naturais. “Dá um pouco de trabalho, mas o resultado é compensador”, garante.

A opinião da produtora Josélia Camargo, também de Picada Santa Clara, vai ao encontro da de Helena. “A gente fica satisfeito em saber que está contribuindo para o bem-estar dos moradores daqui”, avalia. Tanto ela quanto o marido Edson Mohr trabalhavam na cidade, quando o programa municipal surgiu como alternativa para o investimento na agricultura. “A gente não imaginava que fosse tão simples produzir sem veneno”, garante a agricultora que, na sua banca, expõe hortaliças diversas – como couve-flor e brócolis -, além de temperos e chás.

A “simplicidade” explicitada por Josélia tem a ver com o trabalho executado por extensionistas da Emater/RS-Ascar que, desde o começo do programa, no meio do ano passado, realizam uma série de capacitações, oficinais, reuniões e dias de campo com temas diversos relacionados à produção de base ecológica. “O objetivo nesta caminhada foi o de envolver toda a cadeia produtiva dos alimentos saudáveis, iniciando na preparação do solo, até chegar aos canais de comercialização e aos consumidores, que também são mobilizados para o tema”, destaca o extensionista da Emater/RS-Ascar, Ivan Bonjorno.

Já a coordenadora do programa Daiana Bald destaca o empenho dos produtores do município em “abraçar a causa”, adotando um modelo de produção que tem tido um aumento de demanda gradativa. “O que a gente percebe é que as pessoas estão cada vez mais preocupadas em ter uma melhor qualidade de vida e isto está diretamente relacionado ao consumo de produtos agroecológicos que, além de serem mais nutritivos, são ricos em substâncias benéficas para a saúde”, enfatiza, valorizando o local como um ponto de encontro, e de conscientização.

O presidente da Emater/RS, Iberê Orsi, ressaltou o orgulho de ver a Instituição fazendo parte de uma política pública tão importante e que pode contribuir, inclusive, para a ocorrência de casos de sucessão rural. “Aqui temos um exemplo de produção sustentável e que toma por base três frentes: a da agroecologia, a da responsabilidade social e a da renda”, frisou. Outras lideranças, como o engenheiro agrônomo do Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa), Lauderson Holz e o secretário municipal de infraestrutura Edson Mallmann também participaram da inauguração.

Texto: Ascom Emater/RS-Ascar – Regional de Lajeado