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Saque de abono salarial é prorrogado e deve aquecer economia do RS

Conforme dados do Ministério do Trabalho, são 97 mil trabalhadores do estado que ainda não efetuaram o saque (Foto: Karine Viana/Palácio Piratini)
Conforme dados do Ministério do Trabalho, são 97 mil trabalhadores do estado que ainda não efetuaram o saque (Foto: Karine Viana/Palácio Piratini)

A prorrogação do saque do abono salarial PIS/Pasep para os trabalhadores do Rio Grande do Sul foi assinada, nesta quinta-feira (21), pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na presença do governador José Ivo Sartori, em solenidade no Palácio Piratini. O benefício estará disponível entre os dias 28 de julho e 31 de agosto.

O Rio Grande do Sul é o 3º estado em número de trabalhadores que serão beneficiados. Conforme dados do Ministério do Trabalho, são 97 mil trabalhadores do estado que ainda não efetuaram o saque, o que representa cerca de R$ 80 milhões que poderiam estar aquecendo a economia do Rio Grande do Sul.

O período para saque terminou em 30 de junho e 1,2 milhões de pessoas deixaram de pegar o benefício. Em todo o Brasil, são 22 milhões de trabalhadores com direito ao abono salarial. Sartori enfatizou que a medida é um exemplo de administração pública com sensibilidade social, que o valor “é pouco, mas para muitos o pouco é muito mesmo”. “Precisamos facilitar a vida daqueles que mais precisam do apoio do Estado. Em um tempo de crise e dificuldades, como o que vivemos, isso representa mais dinheiro no orçamento do trabalhador e uma injeção de recursos para a economia”, afirmou o governador.

“(O estado) não ficou esperando por uma ação só do Ministério ou do governo federal. Foi protagonista no sentido de envolver a sociedade civil, o próprio governo com as suas estruturas e ferramentas para encontrar esse trabalhador e dizer que ele tem direito, orientando como ele pode ter acesso a esse dinheiro que é dele”, enfatizou o ministro Ronaldo Nogueira, que comemorou também esta que é a primeira vez que o governo federal prorroga o saque do benefício.

O secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Catarina Paladini, disse que há três semanas foi à Brasília para pedir a prorrogação do prazo ao Ministério do Trabalho. Para Paladini, o momento é de sensibilidade política e oportunidade para aquecer a economia gaúcha, com o saque dos mais de R$ 80 milhões do benefício e a suspensão da parcela da dívida com a União.

“O ministro nos recebeu e atendeu a demanda que hoje nos oportuniza, nesse momento de crise, salários na mão de cada gaúcho e gaúcha. Agora, com os últimos índices de maio divulgados pelo Dieese, do desemprego em queda, estamos começando uma terceira fase do Empregar/RS, buscando atender a meta dos 3,5 mil postos de trabalho pro mês de novembro, que vão aquecer nossa economia até janeiro e fevereiro”, anunciou.

O abono salarial equivalente a um salário mínimo (R$ 880) está à disposição para pessoas que tenham trabalhado, com carteira assinada, por pelo menos 30 dias, em 2015, e recebido até dois salários mínimos por mês.  Estavam presentes, o procurador-Geral do Estado, Euzébio Ruschel; os deputados estaduais Luís Augusto Lara e Liziane Bayer; o presidente da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre, Cassio Trogildo; o presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), Gilberto Baldasso; o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor Müller; e o vice-presidente da Fecomercio/RS, Francisco José.

Texto: Ascom Estado