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Secretário participa de encontro na Fetag sobre vacinação contra a aftosa

Possível suspensão da medida no Estado foi discutida com representantes da Federação da Agricultura

O secretário da Agricultura de Estrela, José Adão Braun, participou de reunião, nesta quarta-feira (18.09), com o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, cuja pauta foi a possível suspensão da vacinação contra a febre aftosa no Estado. Braun acompanhou o presidente da Associação dos Secretários da Agricultura dos Municípios do Vale do Taquari (Asamvat), Marco Aurélio Rohr, e o secretário da entidade, Vítor Ahlert. Segundo ele, é necessário que se faça uma reflexão com muita responsabilidade sobre os pontos negativos e vulneráveis da medida, pois trata-se de uma doença altamente contagiosa e de fácil contágio.

Secretários, representando a Asamvat, reuniram-se com o presidente da Fetag (ao fundo) para discutir a situação.

“Entendemos ser possível a retirada da vacinação desde que sejam cumpridas todas as exigências impostas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), através do Ministério da Agricultura, na implantação de medidas eficazes, capazes de assegurar a isenção da doença e oferecer tranquilidade ao setor produtivo”, destaca Braun. Segundo ele, a suspensão deve vir acompanhada da criação de um fundo específico para possíveis indenizações de perdas proporcionadas ao setor produtivo, em caso do surgimento da doença.

De acordo com o secretário, a Fetag concorda com a posição de que a retirada da vacina seja acompanhada de todas as providências para proteção do rebanho, tanto em nível interno quanto de fronteira. Recentemente os secretários da Agricultura se reuniram com o deputado Rodrigo Lorenzoni, com o qual a situação foi discutida. Conforme Braun, está sendo articulada a realização de uma audiência pública na região para debater a questão com os demais setores envolvidos. Ele observa que a suspensão da vacina conferiria ao RS o status de “livre sem vacinação”, o que colocaria o Estado em outro patamar em conceito sanitário, principalmente nos mercados internacionais. “Este é um ponto positivo, mas é preciso analisar os outros aspectos, para assegurar que não ocorram focos da doença”, reforça.

Texto: Paulo Ricardo Schneider