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Semana da Conscientização de Doação de Órgãos tem ações no HSC

O objetivo é estimular as famílias a conversarem abertamente sobre o assunto, bem como a quebra de mitos e tabus referentes à doação de órgãos e tecidos (Foto: Reprodução/Google)

O Hospital Santa Cruz (HSC) está realizando um conjunto de ações alusivas à Semana da Conscientização de Doação de Órgãos, que ocorre de 20 a 27 de setembro. Neste período, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott) da Instituição vem promovendo abordagens com dinâmicas sobre o tema, com esclarecimento de dúvidas.

No hall de entrada dos funcionários, médicos, estudantes e estagiários, junto ao cartão ponto, há uma exposição de painel informativo. Em frente ao Hospital também estão sendo realizadas blitzes com entrega de materiais informativos para a população. A Cihdott reforça, em sua campanha, que não existe doação sem informação e que, por isso, é importante que a pessoa esclareça suas dúvidas e informe a família sobre a sua decisão.

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HSC gerencia todo o processo de doação e captação de órgãos e tecidos na Instituição, sendo responsável por viabilizar o diagnóstico de morte encefálica, conforme Resolução do Conselho Federal de Medicina, realizar a abordagem e prestar esclarecimentos aos familiares sobre o potencial doador. A captação dos órgãos – exceto as córneas, após aceitação da família, é realizada por uma equipe especializada da Central de Transplantes do Estado.

Criada há 17 anos, a comissão é formada por uma equipe multidisciplinar que desenvolve ações educativas e de conscientização sobre o funcionamento do programa e a importância do gesto de doar. O objetivo é estimular as famílias a conversarem abertamente sobre o assunto, bem como a quebra de mitos e tabus referentes à doação de órgãos e tecidos.

Em abril deste ano o HSC teve a primeira captação de um coração. Quatro equipes da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul vieram a Santa Cruz do Sul para captar esse e outros órgãos de um paciente. “Para nós é um marco. A gente se envolve muito no processo, mas tudo depende da família”, reforçou na época a coordenadora da comissão, enfermeira Fernanda Salvi. “Eles que dão o aval para a gente continuar ou não o processo”, explica. Em junho, outras três equipes da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul voltaram à Instituição para uma nova captação de coração, além de dois pulmões, dois rins e um fígado.

Texto: Ascom HSC