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Simulação da Conferência da ONU chega a VII edição

A VII edição da Simulação da Conferência da ONU do Colégio Madre Bárbara ocorreu na manhã dessa segunda-feira (27) no auditório da escola (Foto: Renata Leal)

Uma manhã com muita prática, vivências e conhecimento. A turma do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Madre Bárbara realizou nessa segunda-feira (27) a VII Conferência da ONU – Simulação do Conselho de Segurança desenvolvida na disciplina de Geografia, que debate anualmente as principais temáticas mundiais em cada edição. Os alunos representaram 15 países membros do Conselho: cinco permanentes: Reino Unido, França, China, Rússia e Estados Unidos e os 10 países rotativos: Bolívia, Cazaquistão, Etiópia, Suécia, Países Baixos, Peru, Polônia, Guiné Equatorial, Kuwait e Costa do Marfim.

Os temas debatidos e votados foram: sarampo virando epidemia em diversas regiões do mundo, crise política e econômica na Venezuela, entrada de imigrantes venezuelanos na Bolívia e no Brasil, especialmente em Roraima e suas repercussões, Síria: contexto político, econômico e social, retorno de refugiados, acordos de paz e reconstrução. Além de questões sobre o Irã e Coreia do Norte (programa nuclear).

Para a professora responsável Elisabete Beuren é motivo de orgulho ver mais uma edição da Conferência se concretizando e os alunos dedicados. A cada ano que passa, a professora fica mais encantada com a seriedade que os alunos levam o trabalho e toda a preparação realizada por eles. “Percebo muito o amadurecimento dos jovens ao longo do processo. Em uma prova formal não conseguem expor conhecimentos de maneira tranquila e lúdica. É difícil ter posicionamento em uma questão objetiva com apenas uma resposta para marcar. Na Conferência ele pode defender o que é a favor ou contra e isso mexe muito com eles”, diz.

De acordo com a professora, essa forma de metodologia protagonista aberta e ativa faz com que os jovens se envolvam muito mais e fiquem empenhados e atualizados sobre os acontecimentos do mundo. “Consigo conhecer mais meu aluno através dessa atividade. Em uma aula tradicional só tenho 50 minutos, aqui tenho uma manhã inteira de debates, estudo e muita opinião”, afirma Elisabete, aguardando pela oitava edição da Conferência. “Quem cuidará desse mundo no futuro serão eles. Espero que um deles, num futuro próximo, seja um delegado que representa o Brasil na ONU e que lembre com carinho desse encontro. Queremos jovens conscientes, críticos e ativos que façam a diferença na sociedade, na sua cidade, país e mundo”.

Os estudos iniciaram em abril desse ano com temas trazidos pela mídia, se intensificando nos meses de julho e agosto com pesquisas na internet, estudos e debates com a professora. Os alunos também participaram de Palestras sobre Atualidades oferecidas pelo Método, além de aprofundarem os 17 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), a Carta de Direitos Humanos e as regras parlamentares

Uma lembrança ainda maior do terceirão

Para os alunos o momento ficará em suas memórias e corações, afinal, estão encerrando em 2018 a caminhada escolar. A jovem Maria Isabel Oliveira (17) ficou na mesa coordenadora e destaca que foi preciso ficar muito atenta às notícias atuais, principalmente sobre os países que compõe o Conselho de Segurança da ONU para fazer propostas para a Conferência. “O estudo foi longo para termos respostas para os países. Muito bom ter essa grande noção de mundo, já que logo ingressaremos o mercado de trabalho, sabendo mais das relações internacionais”, diz.

Para a aluna Vittória da Rocha (17) que representou o Cazaquistão foi uma experiência indescritível. Além de ter que dominar todo o conhecimento do país para debater, foi preciso apresentar com muita confiança a sua opinião. “Estava na expectativa. A partir da Conferência pude aprender muito sobre economia, relações políticas de todos os países e como defendem as convicções. Foi de extrema importância para construir meu caráter e visualizar todas as oportunidades que temos”.

Bernardo Pedó tem 17 anos e representou a Costa do Marfim. Ele afirma que a experiência maior foi conhecer as relações internacionais e econômicas e aprender mais sobre os países. “Pesquisamos muito para entender como controlar um país, conciliando direitos humanos e geopolítica. Foi uma ótima prática e todos os colegas se mostraram interessados”.

Texto: Ascom CMB