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Testes rápidos são oferecidos no Posto de Saúde

Testes levam menos de 30 minutos para diagnóstico (Foto: Divulgação)
Testes levam menos de 30 minutos para diagnóstico (Foto: Divulgação)

Desde o início do mês de maio, a Unidade Básica de Saúde de Colinas vem ofertando testes rápidos para detecção de sífilis, hepatites B e C e Aids (HIV). Como forma de qualificar a equipe responsável pelo serviço, o Serviço de Atenção Especializada de Estrela, promoveu uma capacitação com os servidores da enfermagem.

“Atribuímos aos profissionais da enfermagem o papel de destaque na questão do acolhimento qualificado, encaminhamento para a realização de exames e atendimento humanizado na divulgação do resultado ao paciente, garantindo sigilo e encaminhamento profissional dos diagnósticos”, afirma a coordenadora da Secretaria Municipal da Saúde, Patrícia Nietiedt. Também faz parte do processo a conscientização da comunidade para a importância da prevenção e da realização rotineira destes exames.

Os testes são gratuitos e demoram menos de 30 minutos para diagnóstico, estando inseridos no processo de acolhimento dos pacientes que são atendidos na UBS. “Os exames têm a mesma segurança se comparado aos de laboratório”, garante Patrícia. O horário de atendimento da Unidade Básica de Saúde para realização dos exames é restrito, devido ao tempo necessário para realização de todo o processo. Dúvidas podem ser esclarecidas com a equipe de enfermagem pelo telefone 3760-4028. Para atendimento, é necessário estar munido do Cartão SUS e Documento de Identidade.

Saiba mais
O aparelho utilizado para o teste parece um pendrive e tem um pequeno orifício para pingar o sangue. O sangue é colhido com uma agulha fina e indolor. O resultado aparece em menos de 30 minutos. É prático, como se fosse um exame de glicose. A tecnologia é muito semelhante. Uma pessoa com vida sexual ativa deveria fazer todos os testes: HIV, hepatite e sífilis.

A vantagem é a chance de ter acesso ao resultado imediatamente. Antigamente, o paciente chegava ao ambulatório, o médico pedia o exame, ele ia embora e depois de algum tempo marcava a consulta para buscar o resultado. Então, havia um espaço nesse processo e existia, além da ansiedade do paciente, o risco dele não buscar o resultado por medo, não só do resultado positivo, mas da quebra de confidencialidade na hora da entrega do exame. Com o teste mais acessível, quebra-se uma barreira.

Caso o resultado seja negativo, o médico tem a oportunidade de reforçar e discutir a prevenção. Se a infecção for comprovada é feita a orientação necessária e encaminhamento para um serviço de saúde para o acompanhamento adequado. Em torno de 30% das pessoas infectadas pelo HIV não fazem um diagnóstico precoce, no tempo correto e são diagnosticadas já com baixa imunidade e muitas vezes com alguma doença oportunista.

Texto: Ascom Colinas