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Toque de recolher e fechamento do comércio de todo o Vale a partir de segunda

Decisão foi tomada faz poucos instantes na reunião extraordinária da Amvat em Encantado com a presença da maioria dos prefeitos do Vale do Taquari. Apesar das divergências entre os chefes dos executivos, a maioria decidiu pelo fechamento do comércio em todas as 36 cidades da região.

O prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, informou que a cidade começa agora a discutir outra preocupação. A restrição ou precaução dos estabelecimentos essenciais como supermercados, farmácias e bancos.

“Como as cidades ficam muito próximos, não poderíamos fechar apenas em algumas cidades, pois haveria ainda um fluxo migratório”, explica Caumo. Por isso, a decisão de fechar o comércio foi coletiva, sustenta. Os serviços considerados essenciais, como bancos, supermercados e revendedores de gás de cozinha, por exemplo, continuarão em funcionamento.

Sobre o setor industrial, Caumo informa que os prefeitos não tornaram nenhuma decisão. “Se trata de um segmento regional vital para o abastecimento, visto que somos um Vale de Alimento. Proibir a produção de alimentos neste momento pode significar um risco para desabastecimento regional e estadual. Sobre este tema, vamos aguardar uma determinação e encaminhamento em nível estadual”.

Também foi definido o toque de recolher a partir de segunda-feira. Após às 20h, será proibida a circulação de pessoas e todos os estabelecimentos devem estar fechados.

Segundo o vice-presidente da AMVAT, Celso Kaplan, prefeito de Imigrante, na mesma reunião foi definido que velórios serão restritos aos familiares e não podem passar de quatro horas de duração.

Outro assunto definido foi o estado de calamidade coletivo de todos os municípios do Vale. Ainda a partir desta sexta-feira, os prefeitos preparam um documento para decretar situação.

Houve um acordo em relação ao funcionamento dos restaurantes. A partir de agora, os estabelecimentos terão de reduzir em 50% o número dos espaços e ainda serão obrigados a implantar restrições.

Os serviços essenciais devem seguir normalmente.

Fonte: Jornal A Hora