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Travesseiro participa de formação continuada sobre a importância do brincar na Educação Infantil

Regina palestrou para cerca de 100 profissionais da educação

Experimentar, descobrir, brincar, surpreender-se, aprender e se sujar. As primeiras explorações são fundamentais para o desenvolvimento das crianças. Elas  têm a curiosidade natural de quem está descobrindo o mundo a sua volta e transformam o interesse em atitude investigativa. Brincar vai muito além da diversão, é uma necessidade deliciosa para o amadurecimento e desenvolvimento.

Brincar na Educação Infantil vai muito além de explorar objetos e brinquedos prontos. O brincar com materiais não estruturados, possibilita o desenvolvimento da inteligência, a oportunidade da criança de explorar suas habilidades, de forma criativa, estabelecendo relações sociais e com o mundo.

Frente a isso, e ao conceito de brincar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) os educadores da EMEI Criança Esperança, participaram no último sábado, dia 14, no município de Coqueiro Baixo, da formação continuada organizada pelo G5 para os profissionais da Educação Infantil.

O encontro foi ministrado pela Especialista em Educação Infantil, professora Regina Shudo, que abordou o tema “A importância do brincar na Educação Infantil”. A palestrante é pedagoga, atuando há 32 anos na área educacional, é também diretora pedagógica na Empresa Avaliar Mais Educacional de Curitiba e autora da Coleção de livros Brincar e Pensar.

Munida de uma bolsa cheia de brinquedos e propostas de brincadeiras, Regina fez a plateia interagir, brincar e aprender a fazer a criança ajudar a criar seu próprio brinquedo, lembrando os tempos em que se brincava na rua, com bolas, subindo em árvores e criando brincadeiras de coisas simples como latas e paus. Hoje são crianças na TV, nos celulares, tablet, muitas sem educação e até mesmo agressivas. Também salientou que “atualmente vemos nossas crianças no 1º ano sem coordenação motora ou vemos turmas de 8º ano com somente a metade dos estudantes sabendo ler.

Segundo Regina, hoje as crianças recebem tudo pronto e frequentam escolas rígidas onde ficam 4 horas sentadas, emparedadas. Questionando esses métodos, sugeriu que a escola de educação infantil tem que ser como aquele quintal onde se brincava antigamente. “Criança precisa de convívio com a natureza, precisamos criar brincadeiras coletivas, ensinando a criança a confiar, a ganhar e perder, a criar os próprios brinquedos.”

Citando orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, disse ser imprescindível que se evite o contato das crianças com as tecnologias atuais. “Até os 2 anos a criança deve ter zero contato com as tecnologias, recomendam os terapeutas, pois hoje em dia a criança tem fala tardia, dificuldades na leitura, miopia na infância, falta de mobilidade corporal, de destreza motora”, explica. .

O brilho no olhar das educadoras e as ideias brotando para colocar em prática em suas Escolas é a melhor recompensa depois de uma manhã recheada de sugestões e reflexões sobre a importância que é o brincar para uma criança.

 

 

Assessoria de Imprensa de Travesseiro