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Univates comprará 5 mil kits de testes

Instituição recebe na próxima semana materiais necessários para realizar exames que detectam o coronavírus. Investimento é de mais de R$ 600 mil

Universidade do Vale do Taquari (Univates) adquiriu um lote de cerca de cinco mil kits para realizar os exames que testam a contaminação pelo coronavírus. De acordo com o reitor, Ney Lazzari, os kits devem chegar até o início da próxima semana.

“Como neste momento o mundo inteiro está atrás disso, está difícil de conseguir. Conseguimos comprar em torno de 5 mil kits. Em menos de um dia a gente conseguirá dar resultado”, estima Lazzari.

Há a expectativa de que o resultado saia ainda mais rápido do que a previsão do reitor, em cerca de 4 horas. A universidade já possui dois equipamentos capazes de fazer os testes e profissionais habilitados. O que falta para viabilizar os exames são os kits.

“Temos dois equipamentos que identificam diversos tipos de vírus. Como este é um vírus novo, tem reagentes diferentes”, explica o reitor.

Os exames serão realizados pela universidade, mas as coletas seguirão sendo feitas pelos profissionais de saúde, de acordo com os critérios determinados pelo Ministério da Saúde, como ocorre hoje.

Laboratório não-oficial

O investimento foi de R$ 600 mil por parte da universidade. A iniciativa é em parceria com a Unimed, que deve demandar parte dos exames. Outra parte, deve ser destinada aos municípios. O custo dos exames será repassado ao demandante.

Até o momento, só são considerados oficiais os resultados obtidos pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Lazzari afirma que a universidade já ofereceu seu laboratório ao governo do estado, caso seja criada uma rede de laboratórios pelo estado.

Ainda que tenha condições de fazer os testes, o laboratório da universidade não é considerado oficial. Ou seja, os resultados obtidos pela Univates nos exames não serão contabilizados, em um primeiro momento, pela Secretaria estadual de Saúde.

Agilizar decisões localmente

Ainda que os resultados não sejam considerados oficiais pelo estado, vão auxiliar na tomada de decisões em relação ao tratamento de pacientes.

“Se o Hospital Bruno Born estiver em dúvida se o paciente tem que ter um atendimento especial ou não, o teste vai ajudar nesta decisão e não precisa ficar uma semana esperando resposta”, salienta Lazzari.

 

Fonte: Jornal A Hora