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Vigilância Ambiental de Estrela foca combate ao mosquito Aedes aegypti

Setor especializado realizou levantamento em mais de 480 imóveis de todos os bairros da cidade

Foram encontrados recipientes com água parada que continuam larvas do mosquito

Apesar do trabalho de fiscalização e prevenção ser realizado ao longo de todo ano, a Vigilância Ambiental de Estrela vai intensificar nos próximos dias, mais uma vez, as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue. Isso com a incidência dos dias mais quentes e chuvosos, propícios para o surgimento de focos do inseto. Um levantamento já foi realizado em bairros da cidade na última semana e larvas do mosquito foram encontradas.

Uma equipe especializada da Vigilância e Agentes Comunitários de Saúde realizaram, de segunda a quinta-feira, um Levantamento de Índice Rápido de Infestação (Lira) pelo Aedes aegypti. Foram visitados 485 imóveis do município, em 86 quarteirões sorteados aleatoriamente, passando por todos os bairros do município na área urbana. Foram encontrados muitos recipientes com água parada e também muitas larvas. “Encaminhamos 68 tubitos com larvas de mosquito para o laboratório da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde do Estado, para análise das larvas e identificação da espécie”, explica a coordenadora da Vigilância, Carmen Hentschke. Os resultados do levantamento devem sair na próxima semana.

A coordenadora ressalta a grande quantidade de ambientes propícios para o surgimento das larvas identificados e o necessário cuidado por parte de moradores para a eliminação dos mesmos. “Apesar de ainda não termos o resultado, nos preocupa já o grande número de locais com água parada, empoçada, que são propícios para proliferação do Aedes aegypti, além daqueles que já possuíam as larvas. É necessário que eliminem qualquer recipiente assim”, diz. E explica. “No caso dos moradores que guardam água da chuva, eles devem tampar bem o recipiente, colocar tela, ou adicionar cloro. Às pessoas que vão sair de férias pedimos que cuidem, observem locais que possam a vir acumular água no período que estão fora, principalmente nesta época que é mais chuvosa e já tem chovido acima da média”, detalha. Mais informações pelo telefone 3981-1136.

A preocupação cresce a partir da ocorrência de centenas de casos da doença em outros Estados, principalmente em São Paulo, onde o sorotipo 2 da enfermidade já circula por algumas cidades, fato que não acontecia há anos, e indica um risco maior de epidemia. No RS, graças ao forte trabalho de prevenção, nenhum caso foi registrado em 2018, mas em 2019 um caso foi confirmado em Panambi e outros três gaúchos contraíram a doença durante viagens.

Texto: Rodrigo Angeli

foto: Saúde/Estrela