Saúde Lajeado

Vigilância Ambiental de Lajeado intensifica ações de combate ao mosquito Aedes aegypti

A Vigilância Ambiental, setor vinculado à Secretaria da Saúde (Sesa) de Lajeado, prioriza ações de combate e prevenção ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, nos bairros em que o segundo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) deste ano constatou maior risco.

Quatro vezes ao ano, os agentes de endemias, com o auxílio dos agentes comunitários de saúde das Estratégias de Saúde da Família (ESF), realizam as ações do LIRAa.

Para desenvolver a ação, os quarteirões de cada bairro onde esta atividade será desenvolvida são sorteados. Um sistema de informatização é alimentado e sorteia quais serão os quarteirões a serem trabalhados. Os dados obtidos neste levantamento servem como fonte de informação para priorizar as ações de combate e estabelecer estratégias nos bairros com densidade vetorial mais alta.

No primeiro levantamento, em março deste ano, os agentes realizaram 1.998 inspeções em imóveis e coletaram 146 amostras, cada uma podendo conter várias larvas de mosquitos. O resultado dessa primeira análise laboratorial, realizada pela bióloga Catiana Lanius, identificou 14 focos do mosquito Aedes Aegypti, sendo 7 focos no bairro Santo André, 2 no Jardim do Cedro, 2 no Campestre, 2 no Alto do Parque e 1 foco no São Cristóvão.

Já no segundo levantamento, que ocorreu entre os dias 6 e 17 de maio, os agentes coletaram 215 amostras em 2.101 imóveis. Os resultados da análise laboratorial identificaram 58 focos do mosquito Aedes Aegypti, sendo 4 focos no bairro Campestre, 1 no Alto do Parque, 2 no Centenário, 4 no Centro, 6 no Florestal, 7 no Jardim do Cedro, 8 no Moinhos, 2 no Olarias, 5 no Santo André, 1 no Santo Antônio, 1 no Universitário e 17 focos no São Cristóvão.

Os dados do 2º LIRAa classificaram o Município de Lajeado como risco médio.

Além do LIRAa, a Vigilância Ambiental da Sesa realiza constantemente vistorias de rotina em imóveis residenciais, comerciais e industriais para controle do Aedes aegypti. Quinzenalmente também são monitorados locais onde há maior probabilidade de acúmulo de água parada, como cemitérios, floriculturas e ferros-velhos.

Desde o início deste ano, já foram identificados 180 focos do mosquito Aedes Aegypti em Lajeado. Durante todo o ano passado, apenas 8 focos do Aedes haviam sido localizados. Catiana recomenda os cuidados para combater o mosquito.

“Toda a população deve reforçar os cuidados para combater o mosquito. Precisamos que todos se mobilizem e executem ações de vistoria e limpeza de seus pátios e áreas externas, de modo com que o mosquito não se prolifere na água parada”, ressalta Catiana.

O período de realização do ciclo do LIRAa é definido pelo Governo Federal e informado ao município pela 16º Coordenadoria Regional de Saúde.

 

Como a comunidade pode ajudar

A recomendação é verificar na sua residência, uma vez por semana, os seguintes itens:

  •  Verifique os vasos de plantas, retirando os pratinhos. Passe esponja para limpar os ovos que ficarem aderidos.
  •  Cuide com bromélias e outras plantas que podem acumular água. Revise semanalmente e remova a água, sempre que possível (se estiverem em vasos vire de cabeça para baixo).
  •  Verifique se tem materiais em uso e que possam acumular ou estejam com água (baldes, potes, garrafas, pneus): secar, tampar ou colocar em local coberto.
  •  Caixas d´água, tonéis ou recipientes para armazenamento de água da chuva: manter tampados sem frestas ou colocar tela milimétrica para cobrir, inclusive no ladrão.
  •  Recolha o material que poderá ser descartado (latinhas, embalagens plásticas, vidros, garrafas PET, etc) e coloque em saco plástico para a coleta seletiva de lixo.
  •  Veja se a calha está desimpedida, removendo folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento adequado da água;
  •  Ralos, especialmente de águas de chuva: verifique se estão com água em período seco; nesse caso, coloque tela milimétrica ou adicione, semanalmente, água sanitária no ralo;
  •  Piscinas plásticas pequenas: devem ser periodicamente esvaziadas ou serem tratadas com cloro;
  •  Piscinas fixas: devem ser limpas uma vez por semana e tratadas com cloro regularmente.