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Criatividade e tecnologia são aliadas no processo de aprendizagem

Por meio de aplicativo, diretoras e Secretaria de Educação se reúnem semanalmente para debater planejamento

Com a suspensão das aulas, professores tiveram de adaptar os conteúdos das aulas

Em Westfália, desde o dia 19 de março, as escolas municipais estão silenciosas e os ônibus escolares parados. A motivação disso são as medidas preventivas para minimizar os impactos que o Coronavírus (Covid-19) tem causado, de forma a não contribuir com a sua propagação e transmissão, num momento tão delicado em todo o mundo.

A suspensão das aulas nas quatro escolas municipais segue por tempo indeterminado, cumprindo com as orientações de isolamento emitidas pelos órgãos de saúde. Essa medida evita as aglomerações e a exposição de alunos, professores e demais colaboradores ao Coronavírus, além de contribuir para que ele não circule entre as famílias e os membros da comunidade.

Entretanto, aliado a essa decisão, gestores e professores das escolas municipais de Westfália se viram frente a um imenso desafio, que envolve muita criatividade, adaptação e planejamento: amenizar os efeitos da suspensão das aulas, enviando aos alunos atividades complementares. De acordo com a secretária de Educação, Cultura, Turismo e Desporto (SMEC), Elisangela Schneider Wiethölter, as videoconferências têm sido a principal alternativa, que permite o planejamento com as equipes diretivas e pedagógicas das escolas e uma avaliação semanal do andamento das atividades, buscando adequações e ponderações, sempre que necessário.

Para a secretária, não é possível equiparar as atividades complementares às aulas presenciais, mas há aspectos positivos a serem considerados, como a participação e o envolvimento das famílias neste processo. “Os pais, em sua grande maioria, têm se empenhado no acompanhamento das atividades, e redescobrem que o ato de ensinar é de uma enorme complexidade”, salienta. Por outro lado, é preciso considerar que a rotina de muitas famílias está totalmente modificada, enquanto alguns pais estão sem poder trabalhar, outros precisam continuar em seus postos de trabalho, mesmo com os filhos em casa. “Tudo isso interfere diretamente neste cenário e na aprendizagem, exigindo adequações e organização”, reconhece a secretária.

 

Como funciona

Para dar andamento às aulas mesmo à distância, na primeira semana as atividades foram encaminhadas ainda pelos professores aos alunos, no último encontro presencial. Após este período, as escolas fizeram um levantamento quanto o acesso à internet entre os alunos, e a partir disso organizaram atividades, reorganizaram blogs e disponibilizaram seus contatos.

Já as famílias que não possuem acesso à internet estão recebendo o material impresso, entregue em suas residências. Os professores estão à disposição das famílias para sanar eventuais dúvidas e auxiliar no que for necessário, quanto a realização das tarefas.

A criatividade e o uso das tecnologias estão protagonizando esse momento de suspensão das aulas presenciais. “Estamos tentando fazer a nossa parte, mesmo que não seja a ideal, e pedimos o apoio das famílias neste momento delicado”, complementa a secretária de Educação. Para as diretoras das escolas municipais é unânime a sensação de desafio frente a essa situação.

Tanto as gestoras quanto a Secretaria de Educação, reconhecem os esforços dos professores nos envios de tarefas e atividades para serem realizadas em casa. Para a coordenadora pedagógica Adriane Marisa Lindemann, “cada dia é uma superação e um aperfeiçoamento para escola, professores, alunos e família. Não escolhemos fazer uma educação à distância, porém as atuais circunstâncias nos levaram a isso”, completa ela.

A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Rio Branco, de Linha Paissandu, Inês von Mühlen, destaca que os conteúdos repassados aos alunos nesse momento de aulas à distância contemplam aprendizagens significativas e trocas de saberes entre a família. “Pesquisamos livros disponíveis em PDF e enviamos às famílias para uma leitura em conjunto, solicitando que produzissem algum registro desse momento. Além disso, propusemos jogos de tabuleiro, como quebra-cabeça e memória, produção de massinha de modelar caseira, receitas, vídeos e filmes”, exemplificou. Tarefas com momentos de reflexão sobre a atual situação, os aprendizados adquiridos e os hábitos mudados nesse período também estão fazendo parte da rotina das famílias que compõem a comunidade escolar. Uma forma de comprovar a realização das atividades, nesse caso, é o envio de registros fotográficos ou em vídeo do momento em que são realizadas. “Para as próximas semanas iremos propor que os alunos registrem de diversas formas a sua rotina, e isso servirá como uma fonte histórica do momento que estamos vivendo”, explica Inês.

De acordo com a diretora da EMEF Olavo Bilac, de Linha Berlim, Viviane Brune, as redes sociais têm sido grandes aliadas nesse momento, especialmente para fazer as atividades chegarem até os alunos. Ela ressalta que a troca de ideias é constante entre os professores e as diretoras de todas as escolas, para que, na medida do possível, o andamento das atividades ocorra da melhor maneira, tendo uma continuidade dos estudos mesmo em casa.

Elaine Cristina Kohl, diretora da EMEF Vila Schmidt, do Centro, reforça a contribuição das redes sociais como uma forma de enviar e receber as atividades. “Na prática, funciona assim: os professores planejam as atividades da semana e compartilham com a escola, que acompanha o que está sendo proposto, e a partir disso encaminha para as famílias. Os alunos que não tem acesso à internet recebem as atividades impressas, em casa, entregues pelo motorista da Prefeitura”, explica.

A diretora da EMEF Bandeirantes, de Linha Frank, Cátia Rex Brune, comenta que, das 42 famílias que compõem a comunidade escolar nessa localidade, apenas uma não tem acesso à internet. Nesse caso, as atividades são entregues e recolhidas nas residências, de forma impressa. Cátia também destaca as reuniões semanais entre a direção e Secretaria de Educação via aplicativo, através do qual recebem orientações. “Os professores também recebem da SMEC links de leitura para a formação continuada”, comenta Cátia.

À frente da SMEC, a secretária Elisangela destaca que nesse momento o primordial é não perder a sensibilidade, a humanidade. “Não sabemos como vamos estar ao findar deste doloroso processo. É nosso dever auxiliar alunos e famílias nesta reflexão, e principalmente é momento de nos solidarizarmos. Sabemos que este não é o cenário ideal, mas podemos fazer a escolha de amenizarmos seus efeitos, nos apoiando”, sugere. Nesse sentido, as atividades complementares visam contribuir para esse aspecto, criando uma rotina, mantendo os estudantes ativos.

 

TEXTO: Assessoria de Comunicação

FOTO: Paloma Driemeyer Valandro/AI
Assessoria de Imprensa de  Westfália