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Febre Amarela tem primeiro dia de vacinação no interior de Estrela

Em meio à campanha de imunização contra a Covid, datas ao longo do mês de setembro serão dedicadas à vacinação contra outra doença viral que também pode ser letal, e terá reforço da unidade móvel de saúde no interior

O Governo de Estrela, através da Secretaria Municipal da Saúde, realizou nesta sexta-feira (03) a primeira sessão especial de vacinação contra a Febre Amarela em Estrela. Mesmo em meio à campanha de imunização contra a Covid, as autoridades de saúde locais vão atender algumas das metas da campanha que pretende fazer de setembro o mês dedicado ao combate à doença viral aguda que voltou a assolar as autoridades, e assim realizarão algumas sessões especiais de vacinação em comunidades do interior, onde a presença do mosquito transmissor da doença costuma marcar mais presença.

Ao longo do mês, a unidade móvel da Secretaria da Saúde irá percorrer comunidades do interior objetivando a vacinação deste público, maior alvo da doença. Pessoas de 9 meses a 60 anos de idade que não contam com o registro da vacina em sua carteira de vacinação poderão realizá-las. Quem tem mais de 60 deve realizar uma avaliação médica. Quem fez ou fará a vacinação da Covid deve respeitar um intervalo de 15 dias. A Unidade Móvel da Saúde iniciou a sua trajetória pelo interior nesta sexta-feira (03). Pela manhã esteve em Costão, e à tarde na Linha São José. De acordo com o setor de vacinação, mais de 25 pessoas receberam a dose, o que é considerado um número grande, e que deverá crescer ainda mais nas próximas edições com a maior divulgação da campanha.

Próximas

O roteiro será retomado já na próxima segunda-feira (06), quando a unidade móvel estará na Linha Lenz. E na quarta-feira, dia 08, na Linha Wolf. A unidade percorrerá ainda as comunidades de Novo Paraíso (dia 13); Delfina (14); Arroio do Ouro (manhã 15/09) e São Jacó (tarde 15/09); Linha Wink (22) e Linha Geralda (23). Pessoas que estão com outras vacinas em atraso, com exceção da Covid, também poderão buscar a unidade móvel para deixar sua carteira em dia. Vale lembrar que a vacina pode ser feita sempre na Unidade Básica de Saúde Central, no Bairro Oriental. Esta funciona diariamente das 13h às 19h.

História

A Febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Assim que surgem os primeiros sinais e sintomas é fundamental buscar ajuda médica imediata.

Os casos de Febre Amarela no Brasil são classificados como silvestres ou urbanos, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942. Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

A maior frequência da Febre Amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor, o que coincide ainda com maior atividade agrícola. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, sendo que a pessoa que recebeu uma dose da vacina antes de completar (5) cinco anos está indicada à dose de reforço, independentemente da idade que tiver. Essa medida está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Texto: Rodrigo Angel

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